No dia 13 de outubro de 2014, o Grande Prêmio da Austrália de MotoGP foi palco de mais uma tragédia que abalou a comunidade do esporte. Durante a sessão de treinos livres da Moto2, o piloto San Marino, Luis Salom, perdeu o controle de sua moto na curva 11 e colidiu com as barreiras de proteção. A sessão foi interrompida para o resgate do piloto, que acabou falecendo no hospital em decorrência das lesões.

A morte de Luis Salom foi o segundo acidente fatal no mesmo ano, após a morte do piloto japonês Shoya Tomizawa em 2010. Mas não foi a primeira vez que a MotoGP perdia um piloto na pista de Phillip Island. Em 26 de outubro de 2014, durante a qualificação para o GP da Austrália de MotoGP, o piloto Andrea Iannone sofreu uma queda violenta, que foi acompanhada pelo piloto San Mariano, Alex de Angelis. Este último, no entanto, não conseguiu evitar a colisão com Iannone, que já estava caído na pista. De Angelis foi arremessado para o outro lado da pista, batendo contra as barreiras de proteção com impacto extremamente forte.

O piloto ficou inconsciente e foi levado de helicóptero para o hospital, onde se descobriu que ele havia sofrido lesões cranianas e foi mantido em coma induzido por quase uma semana. Infelizmente, no dia 18 de outubro, o piloto não resistiu aos ferimentos e faleceu aos 31 anos de idade.

De Angelis, que havia corrido 81 Grandes Prêmios na MotoGP e 62 corridas na Moto2, era conhecido por sua personalidade engraçada e brincalhona, além de seu talento como piloto. Sua morte deixou todos os fãs de MotoGP chocados e tristes.

Após o acidente, a segurança da pista de Phillip Island foi novamente questionada. A Dorna, organizadora da competição, anunciou que medidas seriam tomadas para garantir a segurança dos pilotos, incluindo melhorias nas barreiras de proteção e mudanças na geometria da pista.

A segurança dos pilotos sempre foi uma prioridade para a indústria do motociclismo. Desde 2001, quando o piloto japonês Daijiro Kato faleceu após um acidente na MotoGP, mudanças significativas foram feitas para melhorar a segurança na pista. Isso incluiu a introdução de airbags para proteger os pilotos em caso de quedas, melhorias nas barreiras de proteção e a introdução de zonas de escape mais seguras.

No entanto, acidentes ainda ocorrem e a tragédia de Angelis serve como um lembrete da importância contínua da segurança no motociclismo. Embora melhorias na segurança estejam sendo feitas, deve-se continuar a explorar opções para tornar o esporte mais seguro.

A morte de Alex de Angelis foi um golpe devastador para o mundo do MotoGP, mas as mudanças em andamento podem ajudar a evitar futuras tragédias na pista. É essencial que a segurança dos pilotos continue sendo uma prioridade para a indústria do motociclismo.

Em memória de Alex de Angelis e de todos os pilotos que perderam suas vidas na busca pela emoção e velocidade das corridas de moto. Que a segurança esteja sempre presente nas pistas e que essas tragédias nunca mais ocorram.