Adolf Hitler era um grande admirador da arte e, em particular, da escultura. Durante o Terceiro Reich, ele promoveu artistas alemães que se ajustavam ao seu ideal de beleza e grandiosidade. Um dos artistas mais aclamados foi Arno Breker, conhecido como o escultor favorito de Hitler.

Nascido em 19 de julho de 1900, em Elberfeld, Rhineland, Breker estudou arte em Düsseldorf e Paris. Ele recebeu um prêmio pelo seu trabalho A Fauna em 1924 e, em 1937, se tornou professor na Academia das Artes de Berlim.

Arno Breker era conhecido por criar esculturas do perímetro humano, perfeitamente formadas e musculosas. Ele incorporou ideias da escultura clássica e Barroca em seu trabalho, o que era um fenômeno popular no período nazista. Seus trabalhos mais famosos foram O Cantor e O Deus Olímpico.

Hitler ficou impressionado com a obra de Breker e nomeou-o seu escultor favorito, o que lhe deu exposição e fomentou sua carreira. O líder do Reich encomendou esculturas para uma grande diversidade de construções, incluindo o Plano Welthauptstadt Germania.

Alguns críticos de arte argumentam que o trabalho de Breker não é muito diferente de artistas que se enquadrariam no estilo clássico ou barroco. Mas, a conexão de seu trabalho com o regime nazista nunca pode ser esquecida. Muitos dos seus trabalhos foram usados como símbolos do poder nazista.

Com o fim da Segunda Guerra Mundial e a queda do Terceiro Reich, muitos artistas que trabalharam para o partido nazista foram julgados por seus crimes. Breker foi capturado pelos aliados em 1945 e ficou em cativeiro até 1946. Ele foi proibido de trabalhar durante um ano e depois começou novamente a produzir esculturas.

Arno Breker morreu em 13 de fevereiro de 1991. Hoje em dia, suas obras podem ser encontradas em todo o mundo. Embora sua conexão com o regime nazista nunca possa ser esquecida, sua importância como escultor não pode ser ignorada. O trabalho de Arno Breker certamente provocou um grande impacto na arte do seu tempo, independente de suas ligações políticas.